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7 LUGARES QUE VOCÊ VAI AMAR VISITAR


Viagem

7 LUGARES QUE VOCÊ VAI AMAR VISITAR

07 DE MARÇO DE 2018

Neste post eu vou dividir com vocês alguns lugares em que eu já estive e que me marcaram. É uma pequena lista, que talvez faça mais sentido para mim do que para você, mas que vale ser compartilhada.

 

Selo Guilherme Hoefelmann de aprovação

 

 

1 - El Chaltén, Argentina.

 

Localizada na província de Santa Cruz, nessa região basta abrir um mapa e todas as veias da Patagônia se mostram acessíveis. Trilhas à lagunas, geleiras, montanhas e campos de gelo.

 

Gravada aos pés da Cordilheira dos Andes, décadas atrás a pequena e caótica vila de El Chaltén era apenas um destino de fazendeiros ermitões com cara de poucos amigos e montanhistas durões. Hoje é a capital nacional do trekking na Argentina. Um lugar extremamente rudimentar, com pessoas desconfiadas visto sua inocência, pousadas simples e que dão a impressão que você está na verdade em alguma região do Himalaia. Pressa é algo que não existe e lugares que aceitam cartões de crédito são exceções.

 

 

2 - Varanasi, Índia.

 

A porta do céu, a antessala do inferno, o purgatório - você escolhe. Varanasi é um local onde a vida e a morte transitam paralelamente. Onde corpos ardem em fogueiras antes que os deuses carregam suas almas pelas águas.

 

O escritor Mark Twain descreveu Varanasi como "mais velha do que a História, do que a tradição, mais velha do que a lenda e parece duas vezes mais velha do que tudo isto junto". Considerada pelos hindus como a cidade mais antiga do mundo, na casa do Lord Shiva você está literalmente - e muito publicamente - cercado pelos mais íntimos rituais da morte, onde as cenas podem ser tão dolorosas quanto apocalípticas.

 

De modo geral, a Índia é um lugar forte, que choca mesmo aqueles que se julgam mais esclarecidos. Mas em Varanasi isso é levado ao extremo. Um mundo paralelo, sagrado, onde o Ganges é a força vital e combustível de todas as coisas.

 

Para qualquer um disposto a cavar mais fundo e explorar o significado da vida e da morte, Varanasi é uma cidade de espiritualidade, conhecimento e redenção. Um dos lugares mais indiscretos do mundo, onde, mesmo que a morte esteja no palco central, a vida fermenta.

 

 

3 - Istambul, Turquia.

 

Uma cidade, dois continentes. Em Istambul a Europa e a Ásia se encontram, se mesclam, convergem. Um lugar onde o secularismo e o Islã colidem - e, com a mesma frequência, coabitam graciosamente.

 

Cosmopolita como as capitais européias, esse é um local que sempre lutou para encontrar um equilíbrio entre sua posição geográfica e sua população amplamente diversificada. Barracas esfumaçadas de Kebab, chás servidos em tulipas de vidro, gritos de vendedores ambulantes e as chamadas do muezim. No horizonte uma mistura de cúpulas, minaretes, torres medievais e o Bósforo - ainda uma artéria vibrante para o comércio marítimo.

 

Istambul já foi a capital de três impérios - bizantino, romano e otomano. Sua história é muito mais extensa e complexa do que qualquer livro poderia narrar, mas você pode ter um pequeno resumo disso ao visitar a Hagia Sophia ou gastando algum tempo junto aos pescadores na Ponte Gálata.

 

 

4 - Nazca, Peru.

 

Durante minha infância eu alimentei o sonho de ser arqueólogo e por muitos anos, talvez mais do que qualquer outro lugar, Nazca foi uma peça central nesse desejo.

 

Distribuídas numa planície árida e rochosa na Pampa Colorada, as Linhas de Nazca são um dos grandes mistérios arqueológicos do mundo. Linhas retas, figuras geométricas, desenhos de animais e plantas formam uma tela de arte elaborada quase imperceptível do solo. Considerando que foram feitas entre 450 e 600 D.C, o local tornou-se motivo para a viagem de historiadores, arqueólogos, cientistas, místicos e peregrinos a caminho de Machu Picchu.

 

 

5 - McLeod Ganj, Índia

 

Nesse pequeno vilarejo aos pés do Himalaia, o vizinho que bate à porta pedindo açúcar emprestado atende pelo nome de Dalai Lama.

 

Quando a China invadiu o Tibet, em 1960, milhares de refugiados foram morar no norte da Índia. McLeod, um pequeno povoado cravado na montanha e agora considerado uma espécie de “Little Lhasa”, passou então a ser sede oficial do exilado governo tibetano.

 

Com ruas estreitas, cercado por picos nevados e bandeiras de orações, independente da sua religião, esse é um dos locais mais próximos do que podemos chamar de “lar da paz”.

 

 

6 - Ushuaia, Argentina.

 

Situada no extremo sul da Argentina e à apenas mil quilômetros da Antártida, a cidade mais austral do mundo teve seu início após as inclementes e precárias condições de vida na Ilha dos Estados obrigarem os argentinos a mudarem o presídio para essa região.

 

Uma paisagem com perspetiva nórdica - no melhor estilo Groenlândia ou Islândia - mas que fala castelhano. E embora a cidade tenha crescido significativamente nas últimas décadas, a natureza ainda se mantém no centro das atenções.

 

Montanhas nevadas que dão início a Cordilheira dos Andes, o Canal Beagle - de onde partem os navios rumo ao continente gelado - e entardeceres em tons de vermelho sangue formam o papel de parede em constante movimento no chamado “fim do mundo”.

 

 

7 - Katmandú, Nepal.

 

Geograficamente, culturalmente e demograficamente, o “teto do mundo” está na encruzilhada entre o leste, o centro e o sul da Ásia. Um mosaico, especialmente de rostos, onde contrastam sorrisos serenos e as cabeças limpas de monges tibetanos, olhos selvagens dos ascéticos hindus com seus corpos pintados, e maçãs dos rostos cinzeladas de quem vive na montanha.

 

Depois do terremoto de 2015, o lugar ainda está parcialmente destruído e empoeirado. Os viajantes que esperam um bonito reino da montanha ou uma cidade-aldeia arcaica ficarão desapontados. Katmandú é de fato essas duas coisas, mas em seu colo foi colocada uma cidade moderna, ruidosa e congestionada.

 

Porém, o que torna Katmandú um lugar diferente não são as fachadas dos prédios ou uma suposta calmaria. No Nepal sua maior tarefa passa a ser corresponder à altura os sorrisos e acenos que marcam cada esquina. Gentis, amáveis, pacientes. Um povo orgulhoso, que com a coragem gigante dos sherpas, parece estar sempre tentando fazer o seu melhor, mesmo entre pobreza e ruínas.

 

 

Eaí, para qual você quer ir?

 

 

Guilherme Hoefelmann 

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