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JÁ PENSOU EM CONHECER UM VULCÃO DE PERTO?


Viagem

JÁ PENSOU EM CONHECER UM VULCÃO DE PERTO?

23 DE MARÇO DE 2018

Até Março de 2017 eu morei nas Ilhas Fiji, uma país formato por mais de 300 ilhas paradisíacas. O destino perfeito para quem procura relaxar em praias de areia branca, se hospedar em resorts a beira mar e comer tudo de bom e do melhor. Em outras palavras, não era o destino para quem estava procurando por grandes aventuras como eu. 

 

No começo de 2016 eu assisti um episódio do Planeta Extremo, onde o grande Clayton Conservani viajou para Vanuatu para explorar os vulcões da região com uma equipe de pesquisadores da NASA. Meus olhos até brilhavam de tanta emoção em ver aquele lago de lava! Eu achava que apenas os pesquisadores podiam ir tão próximo do vulcão, então eu acabei contendo as emoções e aceitando temporariamente que essa expedição não era para mim. 

 

Fiji, o país das palmeiras. 

 

Logo em Junho de 2016 quando cheguei em Fiji, fiz alguns amigos de Vanuatu e eles me disseram que já tinham ido até os vulcões. Então pensei, "se eles podem ir eu também posso!". Pesquisei, pesquisei, pesquisei, até que encontrei uma empresa que fazia expedições até os vulcões Below e Marum, exatamente os mesmo que o Clayton havia visitado. Minha namorada (Jannine) já estava com planos para me visitar em Fiji, mas quando eu produz irmos aos vulcões ela aceitou sem pensar duas vezes e então cancelamos todos os resorts que havíamos reservado em Fiji e no dia 08 de Novembro pegado o nosso voo de Fiji para Vanuatu para uma das maiores aventuras de nossas vidas.

 

 

DIA 1

Chegamos na Ilha de Efate e fomos direto para nossa acomodação na capital Port Vila onde reservamos um tour com guia para o dia seguinte. No mesmo dia anoite fomos a um restaurante próximo a nossa acomodação para jantar e aproveitar o nosso primeiro pôr do sol.

 

 

DIA 2

Por volta das 8am os nossos guias locais nos buscaram para fazer o tour, e como tínhamos pouco tempo foi uma ótima opção porque o tour fazia uma volta completa na Ilha de Efate parando nos principais pontos turísticos. Nossa primeira parada foi na Blue Lagoon, e em seguida fomos conhecer um pequeno vilarejo onde o povo local nos fez uma apresentação de dança e nos explicou como eles usam o coco para fazer artesanato e diversas outras coisas como telhado para suas casas. 

  

Nosso guia nos explicou a pouco mais de 50 anos atrás aconteceu o último caso de canibalismo na ilha!

 

Em seguida conhecemos uma escola no vilarejo Epau, e cozinhamos nas piscinas naturais da ilha. Para finalizar o dia fizemos snorkeling com chá da tarde e tivermos uma aula de história sobre a segunda guerra mundial.

 

 

DIA 3

Novamente acordamos cedo para pegarmos o nosso voo para a Ilha de Ambrym e um avião monomotor foi o primeiro sinal da grande aventura que estava para começar. 

Depois de pouco mais de 1h chegamos no Aeroporto de Graig Cove e começamos ter noção de como era a ilha. A gente não esperava nenhum luxo, mas a gente imaginava que no local haveria algum táxi ou um pequeno centro de informações para descobrimos como chegar na nossa acomodação. Abaixo vocês podem ver exatamente como é o aeroporto... o dono da acomodação que ficamos foi nos buscar. Só não me pergunte como eles fazem para fazer o check-in dos passageiros! hahaha  

Comecei a me sentir desconectado de tudo, e a refletir como as pessoas vivem daquela ilha. Em dias como hoje onde a internet facilita tanto a nossa vida, fica difícil se imaginar como seria a vida sem ter acesso a ela. Logo após deixar nossa mochilas na cabana, fomos a uma praia bem próxima para ver o pôr do sol. 

 

 

DIA 4

No dia anterior descobrimos que durante o caminho não existia nenhum rio ou qualquer arvore com fruta, de outras palavras, tínhamos que levar toda a água e comida que precisássemos para os três dias de caminhada cruzando a ilha.

Pegamos então outra caminhonete que nos levou até onde existia estrada e começava oficialmente a trilha com nosso guia e os carregadores já estavam no esperando, é proibido (e impossível) fazer a trilha sem guia e carregadores. Uma garota da Espanha e um Americano se juntou a nós, e caminhamos por mais ou menos 5h floresta a dentro até a base do nosso acampamento.

 

 

Sem muita demora deixamos parte das coisas que estávamos carregando no acampamento e fomos conhecer o primeiro vulcão, o Marum! O sol desde o início estava muito quente, e o caminho até o vulcão não existe nenhuma sombra, era possível ver várias rachaduras do solo por conta dos terremotos. Depois de pouco mais de 2h chegamos ao cume, e eu não acreditava o que os meus olhos estavam vendo!
Você não sente o calor da lava, mas é possível ouvir as explosões e ver claramente o lago de lava jorrando lava para todos os lados, e é claro que tiramos milhares de fotos e eu fiz um vídeo especialmente para o meu canal Dia Premiado no YouTube.

 

 

DIA 5

No dia seguinte fomos conhecer o vulcão Below, e o caminho era bem mais complicado, tinha que subir até o topo de uma cratera e depois desse-la cuidadosamente para só depois então subir até o topo do vulcão. 

 

 

Chegando lá a euforia foi a mesma, e este jorrava ainda mais lava mais que o do Marum, e então ficamos mais próximo. A sensação é de que tem algo vivo lá embaixo, e apesar de nada sobreviver a aquele lugar, eu ainda sentia que existia muita vida e uma força da natureza incrível.

 

 

Felizes pelos vulcões não terem entrado em erupção, voltamos novamente ao nosso acampamento antes da noite cair. 

 

 

DIA 6

Dia de se despedir de parte do grupo e de terminar de cruzar a ilha até chegar na aldeia Endu.

 

 

Como sempre, o sol não deu trégua e apesar de a distância ter sido apenas 21km, esse dia foi o mais difícil para mim por conta de uma dor de cabeça muito forte. 

 

 

Depois de pouco mais de 5h chegamos até a costa em uma praia de areia preta e a partir dai foi rápido para chegarmos na nossa acomodação. Fomos recebidos com um belo banquete de frutas e ao anoitecer tivemos um jantar deliciosos com frutos do mar... Nada mau para quem ficou três dias comendo atum e bolacha. 

 

 

DIA 7 E 8

Por volta das 10am fomos de caminhonete até o Aeroporto de Ulei, e eu já comecei a sentir saudades do lugar mesmo antes de ir embora. Nossa comunicação com o guia e os carregadores era um pouco difícil por conta da língua, a comida era bem simples, o lugar isolado de tudo, bate meu recorde de dias sem tomar banho e sabíamos que qualquer erupção seria fatal para nós.

 

 

Por várias vezes eu me senti como se fosse protagonista de um filme de aventura, e volto para Fiji no dia seguinte só me dava certeza de que muitas outras aventuras ainda estavam por vir. Hoje moro na África do Sul, e neste mês irei adicionar mais quatro país na lista e sem dúvidas irei compartilhar no meu canal do Youtube. 

 

Não deixe de assistir também o vídeo que fiz sobre essa grande aventura em Vanuatu!

 

Por Iago Marçal, parceiro Hevp.

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